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  • Jornal das Oficinas

O novo ciclo de vida dos pneus usados

Com a entrada em funcionamento em 2002 do SGPU - Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados, deixou de haver carcaças velhas de pneus abandonadas nas estradas de Portugal e grande parte dos pneus em fim de vida passaram a ser reintroduzidos no ciclo económico gerando novos produtos.



Desde o início da sua atividade, o SGPU tem permitido, através de uma rede de operadores que recolhem, recuperam e reciclam os pneus em fim de vida, que estes ganhem uma nova vida, quer como pneus recauchutados, quer através da sua transformação nos materiais que o compõem, nomeadamente pó e granulado de borracha, aço e têxtil, servindo como matéria-prima para outras indústrias e voltando a entrar no ciclo económico tantas vezes quanto possível.

Os pneus em fim de vida são entregues pelos comerciantes em qualquer ponto de rede de Centros de Receção espalhados pelo país, que atualmente dispõe de 52 centros de receção contratados, dos quais 43 no Continente, 1 na Madeira e 8 nos Açores. Nos centros de receção todos os pneus são controlados e quantificados e depois encaminhados maioritariamente para as empresas de reciclagem ou de valorização energética. Estas fecham o ciclo SGPU, onde os pneus são processados em granulado de borracha e seguem para o destino de reciclagem adequado: transformação em diversos produtos ou utilização como fonte de energia.




Desde o início da sua atividade, em 2002, a entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados em Portugal (SGPU) tem permitido, através de uma rede de operadores que recolhem, recuperam e reciclam os pneus em fim de vida, que estes ganhem uma nova vida, quer como pneus recauchutados, quer através da sua transformação nos materiais que o compõem, nomeadamente pó e granulado de borracha, aço e têxtil, servindo como matéria-prima para outras indústrias e voltando a entrar no ciclo económico tantas vezes quanto possível.

Ao longo destes anos, tem-se promovido várias ações junto da comunidade, inseridas no plano de Prevenção, de Sensibilização, Comunicação e Educação. Estas iniciativas tiveram três objetivos essenciais, nomeadamente, o aumento da eficácia e da eficiência na gestão do SGPU, o incentivo à reconstrução, utilização sustentável e promoção de boas práticas para correto uso e manutenção dos pneus e ainda a promoção da recauchutagem, valorização e aplicações diversas dos pneus usados.


Torna-se importante a sensibilização dos cidadãos e empresas para as vantagens dos pneus recauchutados, quer relativamente à redução do impacto ambiental proveniente da sua pro- dução, quer relativamente ao preço de aquisição, mas é igualmente necessário transmitir confiança na sua utilização, para a qual tem um papel preponderante a rotulagem dos pneus recauchutados.


Ao longo das suas duas décadas de atividade, a tem-se investido também em programas de investigação e inovação para o desenvolvimento de novas tecnologias e de novas soluções para os materiais derivados dos pneus em fim de vida, potenciando o desenvolvimento deste sector. Para 2022, perspetiva recolher cerca de 87.000 toneladas de pneus, um crescimento de 4% face ao ano de 2021.


De referir que o ano passado recolheram-se 84.300 toneladas, das quais quase 13.500 toneladas foram recolhidas voluntariamente pela entidade gestora, ultrapassando o objetivo definido na sua licença.

Modelo Operacional e financeiro

O Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados começa com a introdução de pneus novos ou em segunda mão no mercado nacional. Qualquer pessoa singular ou coletiva que coloque pneus no mercado nacional (fabrique, importe ou adquira na Comunidade Europeia) tem de celebrar um contrato, para que se possa faturar o Ecovalor respetivo dos pneus introduzidos no mercado. Cada pneu introduzido no mercado nacional deve pagar uma única vez o Ecovalor. É este Ecovalor, que financia o sistema da Valorpneu e que remunera a prestação do seu serviço.




Para os distribuidores (ou quaisquer detentores de pneus usados) entregarem os seus pneus usados encontra-se disponível uma rede de Centros de Receção distribuída pelo território nacional, onde qualquer pessoa singular ou coletiva pode descarregar os seus pneus usados a custo zero (o único custo que têm é o transporte até ao Centro de Receção mais próximo). Posteriormente os pneus são encaminhados dos Centros de Receção para os Pontos de Destino, sendo processados de acordo com as metas estabelecidas (essencialmente para reciclagem e valorização energética).


O SGPU TEM PERMITIDO QUE OS PNEUS EM FIM DE VIDA GANHEM UMA NOVA VIDA, QUER COMO PNEUS RECAUCHUTADOS, QUEr ATRAVÉS DA SUA TRANSFORMAÇÃO NOS MATERIAIS QUE O COMPÕEM, SERVINDO COMO MATÉRIA-PRIMA PARA OUTRAS INDÚSTRIAS



Os Distribuidores/Detentores poderão entregar os pneus em fim de vida nos Centros de Receção, livres de encargos. Poderão, igualmente, se assim o entenderem, cedê-los aos recauchutadores. Nesta situação encontram-se quaisquer operadores, empresas ou entidades (oficinas, estações de serviço, lojas especializadas, desmanteladores, grandes frotistas, autarquias, particulares, etc.), que por qualquer motivo detenham pneus usados.


Os distribuidores de pneus não poderão recusar-se a aceitar pneus usados contra a venda de pneus do mesmo tipo e na mesma quantidade. Os Recauchutadores poderão colocar nos Centros de Receção os pneus usados resultantes da triagem de carcaças para recauchutar, sem quaisquer custos.


Os recauchutadores, se assim o entenderem, poderão também adquirir carcaças para re- cauchutar nos Centros de Receção. Os Centros de Receção são locais de armazenamento temporário de pneus usados, os quais funcionam como um “reservatório” a montante dos valorizadores.





Estes operadores aceitam, livres de encargos, qualquer tipo de pneus. Os dois grandes ob- jetivos dos Centros de Receção consistem em: controlar e quantificar todos os fluxos de pneus usados encaminhados para valorização e outros destinos, e disponibilizar uma rede de recolha adequada e distribuída uniformemente por Portugal. Mediante uma contrapartida financeira e de acordo com as metas legais existentes, os Recicladores e Valorizadores Energéticos fecham o ciclo do SGPU, recebendo os pneus em fim de vida provenientes dos Centros de Receção, e processando-os em granulado de borracha dando-lhes destino de reciclagem adequado (recicladores), ou energia (valorizadores energéticos).


O transporte dos pneus em fim de vida desde os Centros de Receção até aos Valorizadores é assegurado pelos Transportadores, e é controlado e financiado pela Valorpneu.

Pneus recauchutados são destino Privilegiado

O destino privilegiado para os pneus usados, na hierarquia de gestão de resíduos, é a recauchutagem, dado que através da aplicação de um novo piso no pneu ou de um novo piso e paredes laterais, o pneu ganha uma nova vida e volta à circulação, sendo utilizado para o mesmo fim para o qual foi concebido.


Porém, por razões técnicas e de segurança nem todos os pneus podem ser recauchutados, acrescendo a esta situação razões de mercado e a perceção negativa que ainda persiste em alguns agentes relativamente ao pneu recauchutado. Torna-se importante a sensibilização dos cidadãos e empresas para as vantagens dos pneus recauchutados, quer relativamente à redução do impacte ambiental proveniente da sua produção, quer relativamente ao preço de aquisição, mas é igualmente necessário transmitir confiança na sua utilização e nesse âmbito a rotulagem dos pneus recauchutados poderia desempenhar um papel de relevo.


Um pneu recauchutado pode substituir um pneu novo com grande desempenho. A recauchutagem é um processo industrial que começa pela inspeção visual e tátil do pneu, depois através de equipamentos segue-se a deteção de inconformidades na estrutura interna do pneu, de forma a serem determinados quais os que têm qualidade para serem aproveita- dos.


Por fim, a inspeção criteriosa aos pneus submetidos à operação de recauchutagem assegura a sua qualidade e fiabilidade. A indústria de recauchutagem nacional tem também um caminho a percorrer neste contexto e deve estar consciente da sua centralidade na conjuntura económica atual, reinventando-se e oferecendo aos consumidores novos serviços, complementares ao fornecimento do pneu recauchutado.



PARCEIRO DAS OFICINAS

A relação mais direta entre as oficinas e a Valorpneu está focada nos pneus usados que retomam dos seus clientes quando estes trocam os pneus das suas viaturas, os quais a oficina tem a obrigação legal de entregar num operador licenciado para a sua receção.


A Valorpneu tem realizado diversas iniciativas no sentido de auscultar as necessidades das oficinas e de lhes transmitir as melhores práticas a seguir para a armazenagem preliminar, o transporte e a entrega dos pneus usados nos centros de receção, estando ainda atenta em assegurar uma rede de operadores de receção que cubra a integridade do território nacional.


A par desta situação, a Valorpneu tem tido a preocupação de desenvolver e patrocinar algumas campanhas dirigidas aos distribuidores, comerciantes e oficinas que promovem a educação e a prestação de informação ambiental necessária ao adequado desenvolvi- mento da sua atividade no domínio dos pneus e da sua relação com os consumidores.




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